Namorar uma mulher que é mãe significa, na maior parte das vezes, conviver tempo integral com os filhos dela e aceitar que seu lazer e intimidade dependem também dos horários das crianças. Entretanto, muitas mulheres se incomodam com a atenção que o parceiro naturalmente presta aos filhos, sentindo-se enciumadas. Penso que o desprendimento da pessoa, independentemente do sexo, é que faz a diferença. É preciso antes de mais nada ter em mente que o filho sempre vai ser prioridade. Outro ponto, é mostrar a real disposição para encarar essa situação, uma vez que precisará estar disposto a compartilhar e participar da convivência e educação do filho do outro, visando sempre o melhor para a criança e da pessoa com quem se relaciona.

Não é uma tarefa fácil, ao contrário, é muito difícil porque todas as pessoas envolvidas vão sofrer ataques de ciúmes e inseguranças. Na maioria dos casos é a mulher quem mais demonstra ciúmes, pois lhe é difícil aceitar não ter sido a primeira a dar um filho ao homem que ama.

Quem decide e está preparado para encarar uma situação dessas, tem inteiro domínio do seu espaço na vida do outro, e compreende e aceita o espaço da criança, procurando ter um relacionamento amistoso e respeitoso. É confiante de suas potencialidades e sabe lidar com a resolução de conflitos, sabendo se impor no momento certo.

De outro modo, as crianças  sentem ciúme dos pais. Por isso, no início, é prudente que o novo casal não demonstre muita intimidade, como beijos e abraços perto delas. Dedique o tempo que é destinado aos filhos com interesse e amor, para que percebam que o amor deles não será dividido com mais ninguém. Os filhos têm de sentir de que o lugar deles está garantido, e o parceiro também. Portanto, procure fazê-los entender que cada um tem o seu lugarzinho específico em sua vida e que nenhum vai tirar o lugar do outro.

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